PROCESSAMENTO INDUSTRIAL

A ênfase ao tipo de processamento empregado na produção dos alimentos é uma das grandes novidades do guia alimentar do Ministério da Saúde, já que o processamento pode retirar dos alimentos integrais parte de sua perfeição nutricional. O guia não descreve todos os tipos de processamento adotados na indústria, que são muitos e requerem toda uma ciência dos alimentos para conhecer direito, mas classifica os alimentos disponíveis no mercado atual conforme o grau de processamento. Quanto mais processado, menos saudável o alimento tende a ser. Então vamos à classificação:

  1. Alimentos in natura ou minimamente processados. “São aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.” Exemplos: grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado. É com alimentos deste grupo que nós devemos ocupar a maior parte do estômago.
  2. Ingredientes culinários. São produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza e usados  para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Exemplos: óleos, gorduras, açúcar, sal.
  3. Alimentos processados: “produtos fabricados essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in
    natura ou minimamente processado, como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães”. Mas note que os pães industrializados, mesmo os chamados integrais, têm adição de vários outros ingredientes, o que os coloca no grupo 4.
  4. Produtos ultraprocessados. Sua “fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial”. Exemplos: refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão instantâneo”.

Clique aqui para entender melhor a classificação dos alimentos e o guia.

No vídeo Laranja ultraprocessada eu conto como uma laranja é processada e reprocessada industrialmente para ser transformada em subprodutos, como sucos, néctares, refrescos, aromatizantes, pectina, ácido cítrico e uma infinidade de produtos com sabor de laranja, mas com uma mera lembrança da fruta. Esse vídeo é legal para visualizar o caminho do processamento industrial e a distância entre o alimento in natura e sua versão mais processada (portanto com menor teor de alimento).

Minha entrevista com o jornalista Michael Moss dá mais pistas de como a indústria de alimentos usa o processamento industrial para tornar seus produtos irresistíveis e viciantes, colocando em risco a saúde das pessoas.

Para estimar o grau de processamento dos produtos do supermercado, leia, no rótulo, a lista de ingredientes (que está necessariamente na ordem decrescente de quantidade). O primeiro ingrediente da lista, o número total de ingredientes e o número de substâncias que você não conhece serão bons indicadores do grau de perda de teor de alimento que o produto sofreu no processo de fabricação. Se tiver de consumir industrializados, dê preferências àqueles feitos essencialmente de alimentos integrais. O canal de vídeos está repleto de análises desse tipo para ajudar você a desvendar os produtos do supermercado. Fuce lá!

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