Quanto açúcar estamos consumindo sem saber?

Ah, se fossem apenas os transgênicos e a gordura trans. O açúcar, que sabemos há muito tempo ser altamente nocivo para nossa saúde se consumido em excesso, também faz parte da coleção de ingredientes que a indústria insiste em colocar na comida da gente sem prestar contas, sem rotular direito, sem transparência, sem interesse em respeitar o nosso direito de saber.

Há diversos livros relatando uma série de efeitos nocivos do açúcar, desde o clássico Sugar Blues até os mais recentes Why we get fat, de Gary Taubes, e Fat Chance, de Robert Lustig. Lustig está também no documentário Fed Up, indicado faz tempo na minha página de filmes recomendados e que reúne gente graúda da ciência da nutrição nos Estados Unidos para explicar de forma simples e contundentemente clara (do jeito que eu gosto) por que precisamos parar de consumir comida ultraprocessada.

Com a intenção de aquecer o debate sobre a necessidade de reduzir o consumo de açúcar para o bem da saúde pública, a editora Trip me convidou para escrever uma matéria sobre o tema para a edição de março das revistas Trip e TPM, que ainda está nas bancas, e que você também pode ler aqui.

Aí, pra tocar fogo na brasa de vez, resolvi produzir uma série de vídeos inteira sobre o danado do açúcar. Minha intenção nesta temporada, que vai durar todo o mês de abril, é alertar para a importância de sabermos quanto açúcar (de todos os tipos) nos está sendo oferecido na alimentação fora de casa e nos produtos industrializados, para que tenhamos reais condições de controlar e limitar nosso consumo. Sem saber quanto açúcar a indústria coloca em seus produtos, ficamos condenados a brincar de “abre a boca e fecha os olhos”, mesmo quando preferimos brincar de “mostra tudo aí, que eu não quero porcaria, bich“.

O primeiro vídeo da série você pode ver agora. Os demais irão ao ar nas próximas segundas-feiras de abril.

Boas aulas!

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3 comentários sobre “Quanto açúcar estamos consumindo sem saber?

  1. Francine, eu não me assusto quando as pessoas fazem confusão, é um direito do cidadão se confundir e revela que estão num caminho de aprendizado. Eu fico realmente assustado quando detecto que por trás de uma fachada de boas intenções há o desejo de poder sobre a decisão das pessoas. Sim, os rótulos devem deixar claro os ingredientes, mas dai em diante é a liberdade de cada um.

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  2. Karl, me assusta a facilidade com que tanta gente confunde políticas que dão acesso a informação ou que dificultam acesso a porcarias com ditadura e proibição. Há uma diferença enorme.

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  3. Olha só, não dá para o povo querer ser tutelado pelo governo como se fossemos crianças.
    Como pode as liberdades individuais conviver com a ideia de que o governo deve proibir muito sal, muito açucar, programas de tv porcaria, etc ? O povo faz as suas opções e é o único responsável por elas. Tudo bem que uma empresa deve ser punida quando deixa de informar substancias importantes em seus rótulos, como quantidade de sal, açucar, etc. mas do ponto de vista da população, a indústria adiciona esses ingredientes em função do paladar infantil da maioria da povo. Como resolver isso ? Somente com educação. Com educaçao o povo passa a ter senso critico e rejeitar por si produtos de baixa qualidade. Eu gosto de uma alimentação saudável , mas é uma opção minha. Não aceitaria que um governo fizesse o papel de minha babá para dizer que eu tenho que comer isso ou aquilo ou se eu sai de casa agasalhado … As vezes eu quero comer porcaria, e dai ? Mas parece que o povão quer mais governo e menos liberdade, Nessas horas os fascistas de esquerda e de direita pulam de alegria.

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