Como usar o SAC

Nós, consumidores chatos, cricris e ingratos, que não aceitamos de bom grado as maiores conveniências que a indústria de alimentos nos oferece, com todo o seu avanço tecnológico, e que insistimos em querer saber mais sobre nossa comida, porque somos o que sabemos sobre o que comemos, temos, malemá, as seguintes alternativas para atender a esse nosso capricho:

  1. Ler atenta e desconfiadamente os rótulos
  2. Fazer perguntas no comércio
  3. Consultar o SAC da indústria

A primeira alternativa da lista é a que mais abordo aqui no canal. É uma saída relativamente democrática, do tipo self-service, que qualquer pessoa razoavelmente alfabetizada pode adotar, desde que devidamente orientada (preferencialmente por gente do meu time ideológico). E é particularmente interessante porque independe da aprovação alheia (salvo alguns cônjuges míopes que podam seus parceiros). Você pode examinar os rótulos publicamente numa boa, em silêncio, e tirar suas conclusões com total liberdade e conforto, sem que ninguém julgue sua inteligência. Pelo que tenho observado, a maior parte do público gosta da ideia de ser informada adequadamente pelos rótulos. E concorda que a Anvisa deve ser pressionada para tornar as regras do jogo mais favoráveis para nós, como podemos observar nos comentários deste vídeo e deste papo ao vivo que publiquei em dezembro.

Já as perguntas no comércio parecem um pouco menos confortáveis para parte do público. As reações que obtive ao sugerir num vídeo (abaixo) como poderíamos tentar conseguir informações em conversas com balconistas indicam que parte dos brasileiros não gosta da ideia de questionar trabalhadores sobre a comida que estão servindo, talvez por sentirem-se constrangidos na situação de submeter pessoas “simples” a perguntas que claramente não estão preparadas para responder.

Então o que será que acontece em relação às perguntas que podemos fazer aos atendentes dos SACs? Na conversa por telefone, não é preciso olhar na cara do atendente nem dá pra perceber se ele está confortável ou não com a pergunta. Será que isso é suficiente para o consumidor brasileiro tomar a iniciativa de fazer todas as perguntas que quiser ao SAC? Acompanhe no vídeo abaixo uma versão editada da conversa que eu tive com o SAC de uma marca de sopa de pozinho. O vídeo tem pouco mais de 06 minutos, mas o telefonema durou 21.

Embora eu até hoje tenha falado muito mais de rótulos do que de perguntas no comércio ou conversas com o SAC, considero estas outras duas formas de obter informação sobre nossa comida igualmente importantes. E você? Se você se interessa por esses temas também, manifeste-se no formulário abaixo.

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Um comentário sobre “Como usar o SAC

  1. Tema ótimo, gostei da ligação pro sac, esse povo pensa que todo mundo é trouxa. Parabéns pela iniciativa.
    Como faço pra postar no Facebook?

    Curtir

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